fevereiro 27, 2015

Ago/2012

São Solidão


Flores desenhadas na cidade de pedra
Carros voando pela luz do luar
Luar esse que pouco se vê
em meio a névoa, o orgulho e a sujeira.
Cidade solidão de milhares de almas vazias
janelas acessas, peitos apagados
Mãos feitas de aço como os pés
que quando tocam, se tocam, o solo treme.
Corpos cariados, expressão confusa
Que tédio!
Nossos corações estão duros em meio ao ócio
Cidade solidão
Cheio de drama, cheia de limbo
Para nós, cegos, que não sabemos voar.

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